A Vale reduziu suas previsões de produção de pelotas em 17,5% para este ano, passando a estimar uma produção entre 31 milhões e 35 milhões de toneladas, comparado à previsão anterior de 38 milhões a 42 milhões. A empresa justificou essa decisão com as condições atuais do mercado, que têm oferecido prêmios menores para o produto.
No entanto, ressaltou que as demais expectativas permanecem inalteradas. Analistas da Ativa Investimentos consideraram a notícia levemente negativa para as ações da Vale, já que a diminuição na produção de pelotas pode impactar a geração de caixa, evidenciando um cenário de prêmios mais pressionados.
Apesar disso, como o segmento de pelotas tem uma contribuição limitada no Ebitda consolidado, a expectativa é que a redução anual seja moderada, sem grandes correções nos papéis no curto prazo. Durante o pregão, as ações da Vale apresentaram uma alta de 2,96%, atingindo R$ 54,94.
A Ativa mantém uma recomendação neutra para os papéis, com um preço-alvo de R$ 75, o que indica um potencial de valorização de 40% em relação ao preço atual.
Além disso, a mineradora anunciou a antecipação de manutenções preventivas na usina de pelotização em São Luís, no Maranhão, programadas para o terceiro trimestre de 2025, com a intenção de redirecionar o pellet feed para vendas de finos de minério de ferro, visando otimizar o portfólio.
A Ativa observa que o impacto negativo em volume e margens tende a se concentrar nesse terceiro trimestre, resultando em uma diluição menor de custos fixos e um desempenho mais pressionado no segmento, com a operação voltando ao padrão normal a partir do quarto trimestre, dentro da nova previsão de produção reduzida.

