Nesta segunda-feira, temas que geraram repercussão na última semana voltaram a ser discutidos no mercado financeiro. Um dos principais assuntos foi a política comercial dos Estados Unidos, após novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump.
Na sexta-feira passada, Trump declarou que a China não cumpriu parte de um acordo estabelecido para a redução de tarifas e restrições comerciais sobre minerais essenciais. Ele prometeu uma resposta a isso, incluindo um aumento das tarifas sobre importações de aço e alumínio de 25% para 50%, o que intensificaria a pressão sobre os produtores globais desses materiais.
Um especialista em investimentos comentou que a retomada do discurso protecionista dos EUA tem gerado aversão ao risco entre os investidores, afetando os rendimentos dos títulos do Tesouro e a desvalorização do dólar, enquanto a valorização do petróleo também tem contribuído para um fluxo positivo em mercados emergentes.
O segundo tópico relevante foi o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que gerou críticas intensas, especialmente a partir do Congresso. O governo anunciou o aumento do IOF como uma maneira de atingir metas fiscais, mas esse movimento gerou descontentamento.
Na abertura da semana, o dólar caiu 0,81%, cotado a R$ 5,6740, acumulando uma perda de 8,17% em relação ao real desde o início do ano. O Ibovespa também registrou uma leve queda de 0,18%, somando 136.786,65 pontos.
Especialistas preveem um mês de junho cauteloso devido a vários riscos, incluindo as tarifas comerciais e a deterioração do risco fiscal nos EUA. A queda do dólar foi limitada por incertezas fiscais, especialmente após declarações do governo sobre a necessidade do aumento do IOF.
O ministro da Fazenda expressou a expectativa de resolver as questões tributárias com medidas estruturais ao longo da semana.
No mercado de ações, a B3 apresentou variações entre as ações. A Gerdau se beneficiou da expectativa sobre tarifas, e a Magazine Luiza teve um desempenho positivo após aumento nas projeções de lucro, enquanto Braskem e Itaú Unibanco enfrentaram quedas significativas.

