No primeiro semestre deste ano, o comércio varejista de São Paulo viu a rotatividade de funcionários alcançar sua maior taxa desde 2020, com 30,3% dos cerca de 600 mil trabalhadores ativos mudando de emprego entre janeiro e junho, segundo um levantamento do Sindilojas-SP.
Essa alta rotatividade indica um mercado de trabalho dinâmico, onde os profissionais buscam melhores condições, refletindo também as características do setor, que frequentemente oferece primeiro emprego, conforme análise do presidente da entidade.
Ele destacou que, além da média salarial, que gira em torno de R$ 2.500, as limitações em relação a oportunidades de carreira são fatores que dificultam a retenção de talentos.
O impacto da rotatividade é significativo para os varejistas, especialmente micro e pequenos negócios, que enfrentam custos elevados com recrutamento e treinamento. As taxas de rotatividade são particularmente altas em setores como comércio de artigos usados e lojas de conveniência, com 53,1% e 44,9%, respectivamente. Outros segmentos, como farmácias homeopáticas e lojas de variedades, também apresentam índices elevados.
Entre os desligados, a maioria tinha cerca de 18 meses de emprego, eram predominantemente mulheres e jovens.
O presidente do Sindilojas-SP ressaltou que, enquanto grandes empresas conseguem oferecer melhores benefícios e salários, as pequenas e médias lutam para manter talentos, um desafio que precisa ser enfrentado para garantir uma operação mais estável no varejo.

