A joalheria russa Fabergé, famosa por seus luxuosos ovos de Páscoa em ouro e prata, foi comprada por US$ 50 milhões pela SMG Capital, empresa de tecnologia americana liderada por Sergei Mosunov, que busca expandir a presença global da marca.
Mosunov destacou que o rico patrimônio da Fabergé, com laços com a Rússia, Inglaterra, França e Estados Unidos, oferece oportunidades para solidificar sua posição no mercado de luxo internacional.
A Gemfields, antiga proprietária da marca e mineradora de pedras preciosas listada em Londres, destinará os lucros da venda para financiar operações de mineração de rubis em Moçambique e esmeraldas na Zâmbia, recebendo US$ 45 milhões na conclusão do negócio e US$ 5 milhões subsequentes em royalties.
A receita da Fabergé caiu nos últimos anos, atingindo US$ 17,6 milhões em 2022, com uma redução para US$ 15,7 milhões em 2023 e US$ 13,4 milhões em 2024, refletindo as dificuldades do mercado de bens de luxo.
Fundada em 1842, a Casa Fabergé ficou famosa pelos ovos imperiais, encomendados pelo imperador Alexandre III para sua esposa, a imperatriz Maria Feodorovna, começando com o primeiro ovo feito de ouro e esmalte branco.
Após a Revolução Russa de 1917, esses ovos se espalharam pelo mundo, muitos deles perdidos até hoje. Atualmente, a empresa recria joias e ovos decorativos inspirados nas peças originais, com preços a partir de US$ 60 mil.
O bilionário Viktor Vekselberg é o maior colecionador de ovos Fabergé no mundo, possuindo 15 unidades, e a família real britânica mantém três ovos, enquanto o ovo imperial mais caro, avaliado em US$ 33 milhões, pertence a um colecionador anônimo.
O paradeiro de sete ovos imperiais ainda é um mistério, embora um deles tenha sido encontrado em 2025 em um mercado de pulgas nos Estados Unidos, após ter sido comprado por um preço bem abaixo de seu valor real.

