SLC Agrícola destaca competitividade brasileira em soja e milho diante da disputa tarifária EUA-China

Os EUA, em meio a uma disputa tarifária, estão tentando aumentar a venda de seus produtos agrícolas para a China, com Donald Trump solicitando que o país asiático amplie suas compras de soja.

Entretanto, a brasileira SLC Agrícola não se deixa intimidar por essa situação. Durante uma coletiva realizada recentemente, o CEO da SLC Agrícola, Aurelio Pavinato, afirmou que as compras da China dos EUA não devem aumentar significativamente devido a dois fatores principais: a competitividade de preços e uma mudança estrutural nas origens das importações.

Ele enfatizou que Brasil e Argentina continuam competitivos no mercado internacional, oferecendo soja a preços mais atrativos e com maior disponibilidade, especialmente no segundo semestre, quando a China intensifica suas aquisições.

Pavinato observou que, embora a participação dos EUA nas importações de soja da China já tenha ultrapassado 40%, atualmente está em cerca de 20%. Essa situação se repete com outros produtos da SLC Agrícola, como o milho, onde Brasil e Argentina aumentam sua presença no comércio internacional devido a boas condições de produtividade, reduzindo assim o espaço para o milho norte-americano.

Em relação ao algodão, Pavinato destacou a competitividade do produto brasileiro, sustentada pelo menor custo de produção e pela qualidade da fibra.

Ele comentou ainda que a China não tem pressa em fechar um acordo com os EUA e está confortável com seus estoques, mesmo sob pressão para comprar apenas dos americanos.

Durante este período, as contendas comerciais impulsionaram as compras de soja, com importadores antecipando-se a tarifas e elevando os prêmios a níveis recordes.

Pavinato acredita que é difícil que um acordo prejudicial ao Brasil, como exportador de soja e milho, seja formalizado, e considera que o cenário será benéfico.

Ele também vê dificuldades para que as tarifas de importação retornem aos níveis anteriores à guerra comercial e questionou a lógica de a China importar soja dos EUA pagando impostos quando pode adquiri-la do Brasil e da Argentina sem taxas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *