Senadores republicanos nos Estados Unidos indicaram que estavam prontos para votar neste sábado a proposta de reforma tributária do presidente Donald Trump, após aceitarem modificações para aliviar preocupações sobre o financiamento de hospitais rurais e a dedução de impostos estaduais.
Vários membros da bancada republicana, que antes estavam relutantes em apoiar a proposta, declararam que suas objeções foram resolvidas e manifestaram disposição para votar, permitindo que superassem um primeiro obstáculo legislativo em breve.
Essa proposta é uma prioridade central para Trump, e com os republicanos dominando ambas as Casas do Congresso, nenhuma de suas principais agendas foi barrada até o momento.
O extenso projeto de 940 páginas visa prolongar os cortes de impostos implementados em 2017, que marcaram um dos principais sucessos legislativos de Trump em seu primeiro mandato, ao mesmo tempo que inclui novos cortes fiscais e aumento de investimentos nas Forças Armadas e segurança nas fronteiras.
Especialistas independentes estimam que a versão aprovada na Câmara no mês passado resultaria em um aumento de aproximadamente US$3 trilhões na dívida federal, que atualmente é de US$36,2 trilhões.
O Escritório de Orçamento do Congresso ainda não divulgou uma previsão para a versão do Senado, que pode ser alterada. Porém, a entidade não partidária Comitê para um Orçamento Federal Responsável estima que a versão do Senado poderá adicionar até US$4 trilhões à dívida na próxima década, considerando os custos com juros.
A Casa Branca, por sua vez, afirmou que a nova legislação diminuiria o déficit anual em US$1,4 trilhão.
Os democratas, por outro lado, se mostraram contrários à proposta, alegando que seus cortes tributários favorecem desproporcionalmente os mais ricos, prejudicando programas sociais vitais para os cidadãos de baixa renda.

