Santander reafirma ações da Vivo como preferência no setor de telecomunicações com potencial de valorização de 12% até 2025

As ações da Telefônica Brasil, responsável pela Vivo, permanecem como as favoritas do Santander no setor de telecomunicações no Brasil, apesar de um desempenho inferior de 12 pontos percentuais em relação à TIM neste ano.

O banco reiterou sua recomendação de desempenho acima da média do mercado, ajustando o preço-alvo para 2025 de R$ 31,50 para R$ 33 por ação, o que representa um potencial de alta de aproximadamente 12% em relação ao fechamento recente.

Essa revisão segue o bom desempenho da Vivo no primeiro trimestre de 2025 e considera um desdobramento de ações que ocorreu em março, quando o preço-alvo anterior foi reduzido.

O Santander vê como injustificável a diferença de desempenho entre a Vivo e a TIM, com as ações da primeira subindo cerca de 28% e as da segunda, 40%.

Um dos motivos para a hesitação em investir na Vivo tem sido o baixo retorno em dividendos, mas o banco acredita que a empresa está se encaminhando para se tornar um bom pagador de dividendos novamente. Espera-se que o retorno em dividendos da Vivo ultrapasse os 10% em 2026, subindo de aproximadamente 7% em 2025.

Essa expectativa vem de um aumento nas projeções de lucro líquido, que o Santander elevou em 11% para 2026, com um total estimado de R$ 8,7 bilhões.

Entre as razões que sustentam essa projeção otimista estão a diminuição nas despesas de depreciação de ativos, que terminarão até o segundo trimestre de 2026, e a espera de arrecadar R$ 4,5 bilhões com vendas de ativos, contribuindo para melhorias nas receitas.

A política de dividendos da empresa, que atualmente distribui mais de 100% do lucro líquido, deve continuar, e o Santander prevê um payout de 105% para 2026, resultando em cerca de R$ 9,2 bilhões em dividendos.

O banco também mencionou tendências de crescimento nos setores fixo e móvel da Vivo, além de expectativas de aumento contínuo na geração de fluxo de caixa livre e uma avaliação atraente devido aos preços abaixo da média histórica.

Em resumo, o Santander mantém a Vivo como a sua principal escolha no setor, confiante na recuperação da empresa como uma sólida pagadora de dividendos, impulsionada por melhorias operacionais e estratégias de otimização de ativos.

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