Na última quarta-feira, dia 30, o Santander iniciou a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, apresentando um lucro líquido ajustado de R$ 3,66 bilhões, que representa uma queda de 5% em comparação ao primeiro trimestre do mesmo ano.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 16,4%, um ponto percentual inferior ao do trimestre anterior, além de um recuo de 11% nos lucros antes dos impostos (EBT) entre os trimestres.
Embora os resultados não indiquem um cenário de deterioração total na perspectiva anual, eles sugerem um desempenho abaixo do esperado em 2025 até o momento.
O mercado já mostrava apreensão sobre os números da instituição, levando setores financeiros, como Citi e Safra, a ajustarem suas previsões para baixo em julho. Esse pessimismo se traduziu em uma desvalorização aproximada de 11% nas ações do banco nas últimas quatro semanas, antes da divulgação dos resultados.
No entanto, ao final do dia, as ações apresentaram um leve aumento de 0,87%, encerrando a sessão a R$ 26,60, indicando uma certa neutralidade nas reações dos investidores. Isso levanta a questão sobre a melhor estratégia: vender, manter ou adquirir ações em busca de recuperação.
Em um relatório, analistas do BTG Pactual afirmaram que os resultados do Santander foram considerados um “fracasso” no segundo trimestre, uma vez que ficaram aquém das suas próprias previsões e das expectativas gerais do mercado, apesar de adotar uma expectativa já reduzida.
Os analistas observaram que, apesar de uma melhora nas margens financeiras e na margem de juros líquida, esses fatores positivos não foram suficientes para compensar a análise desfavorável. Ademais, três aspectos preocupantes foram destacados:
- A diminuição dos lucros antes dos impostos, um indicador fundamental para investidores em relação à capacidade de lucro do banco;
- A modesta expansão do setor de empréstimos;
- A crescente preocupação com a deterioração da qualidade dos ativos.
Apesar de as ações estarem sendo negociadas a um valuation considerado “barato” de 1,1 vez o valor patrimonial líquido mais recente, o BTG optou por uma postura cautelosa, mantendo sua recomendação neutra. Entre os oito bancos brasileiros analisados, apenas três têm recomendação de compra.
O BTG também oferece um guia gratuito sobre a temporada de resultados, que auxilia investidores a alinharem suas expectativas sobre mais de 120 empresas listadas no Brasil.

