Roberto Campos Neto analisa elevação da Selic a 15% e suas implicações para a política monetária brasileira e mercado financeiro

Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, comentou após a recente elevação da taxa de juros em 0,25 ponto percentual, agora fixada em 15%, o maior nível em 20 anos. Ele afirmou que, embora pudesse usar essa situação para justificar críticas anteriores, sua integridade intelectual o impede de fazer isso, pois ele também adotaria a mesma decisão.

Para Campos Neto, o aumento era necessário para restaurar a credibilidade da política monetária e lidar com as expectativas desancoradas.

Durante seu mandato, que se iniciou em 2019 e terminou no início de 2023, ele aumentou a taxa Selic de 2% para 13,75%, um dos maiores ciclos de alta de juros na história recente do Brasil, após uma redução necessária diante da pandemia de Covid-19.

Após as eleições de 2022, ele enfrentou críticas do presidente Lula, que o acusou de ser excessivamente comunicativo, enquanto também se manifestava contra os juros elevados.

Em maio, Campos Neto foi contratado pelo Nubank para ocupar o cargo de vice-chairman.

Com a nova alta da Selic, o Copom enviou uma mensagem clara ao mercado de que os juros permanecerão elevados por um longo período. O UBS BB notou que a inclusão do termo “muito” em sua comunicação foi uma indicação direta para desencorajar apostas em cortes de juros a curto prazo, deixando claro que não espera redução até, pelo menos, 2025.

Essa decisão surpreendeu alguns no mercado, que estava dividido entre manter a taxa ou elevar em 25 pontos-base. A reação do mercado a essa decisão pode ser desfavorável.

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