A recente decisão do Congresso Nacional de revogar o decreto do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), comunicada na quarta-feira passada, continua a gerar repercussões no mercado brasileiro, especialmente com o governo buscando contestar essa decisão no Superior Tribunal Federal (STF), o que mantém a incerteza fiscal no país em evidência.
Na quarta-feira, após o anúncio da Advocacia-Geral da União de entrar com uma ação no STF para sustentar o decreto que aumentava as alíquotas do IOF, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que os debates em torno do assunto são de natureza jurídica e não política.
Ao final do dia, a cotação do dólar à vista caiu para R$ 5,4191, o menor valor desde agosto de 2024, apresentando uma queda de 0,77%. Desde a ação do Congresso, a moeda americana teve uma desvalorização de R$ 0,14, influenciada também por um recuo do dólar no mercado internacional, com o Brasil sendo visto como um destino atrativo para o capital externo devido à alta taxa de juros de 15%, especialmente em um cenário onde há expectativa de cortes nas taxas pelo Federal Reserve nos Estados Unidos.
Em São Paulo, o Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,36%, com 139.050,93 pontos, enquanto Wall Street viu o S&P 500 e o Nasdaq registrarem alta, mas o Dow Jones manteve-se praticamente estável, à espera de dados sobre o mercado de trabalho dos EUA.
Entre os destaques do dia, VALE ON subiu 3,64%, impulsionada pelo aumento dos preços do minério de ferro na China. CSN ON valorizou-se em 6,13% em resposta às propostas de restrição de exportação de produtos siderúrgicos pela associação da China, com USIMINAS PN e GERDAU PN também apresentando altas. Por outro lado, ações como PETROBRAS PN avançaram 1,78% devido à valorização do petróleo, enquanto outros bancos, como Itaú Unibanco e Bradesco, enfrentaram quedas.
A SABESP ON teve uma perda significativa de 4,41%, refletindo ajustes após uma sequência de altas. Localiza ON e Assaí ON também sofreram quedas relevantes, apontando um movimento negativo entre as ações de empresas com foco na economia local, com o índice de consumo da B3 fechando em baixa de 2,35%. A Natura viu suas ações recuarem 5,65% após a incorporação da Natura&Co.

