A temporada de divulgações financeiras do segundo semestre teve início, com a Meta e a Microsoft apresentando seus resultados na quarta-feira.
Segundo Enzo Pacheco, analista de ações internacionais, a Meta deve reportar um crescimento significativo de receita entre 13% e 15%, mesmo que isso represente o aumento mais baixo desde 2023, sendo ainda considerado saudável.
A empresa tem utilizado inteligência artificial de maneira eficaz, melhorando suas operações e tornando os anúncios mais precisos. Além disso, conseguiu controlar custos e expandir suas margens, resultando em lucros recorrentes positivos.
No entanto, Pacheco alerta para a necessidade de cautela em relação a gastos com inteligência artificial e contratações, mencionando a recente aquisição da Scale AI por 14,8 bilhões de dólares e a contratação de um ex-executivo da empresa.
Em relação à Microsoft, que se destaca no setor de software, a companhia se beneficia da lealdade de seus clientes devido à dificuldade de migração para outros sistemas. A Microsoft tem apresentado um crescimento robusto, especialmente em sua divisão de cloud computing.
Contudo, a relação com a OpenAI, empresa da qual é investidora desde 2019, pode suscitar incertezas, especialmente após a OpenAI começar a oferecer seus serviços a outras empresas. Pacheco observa que esses novos desenvolvimentos podem tornar a parceria menos clara.

