O Magazine Luiza divulgará seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2025 nesta quinta-feira, enquanto o Grupo Casas Bahia apresentará suas informações na próxima semana, no dia 13 de agosto.
Analistas projetam que o Magalu poderá ter um prejuízo de R$ 22,76 milhões, um Ebitda de R$ 689,28 milhões e uma receita líquida de R$ 9,23 bilhões. Para o Grupo Casas Bahia, a expectativa é de um prejuízo de R$ 464 milhões, Ebitda de R$ 555,33 milhões e uma receita de R$ 6,84 bilhões.
A XP Investimentos prevê que os resultados do comércio eletrônico em geral serão similares aos do primeiro trimestre, com uma receita ainda contida, mas com a Casas Bahia mostrando um desempenho um pouco melhor que o Magalu.
Analistas da Genial Investimentos também acreditam que o segundo trimestre de 2025 será inusitado para a Casas Bahia, apontando para uma possível superação de desempenho em relação ao seu principal concorrente.
Nos trimestres anteriores, as lojas físicas da Casas Bahia se destacaram em relação ao canal digital, que foi afetado pela interrupção das vendas B2B. No entanto, com a diminuição das dificuldades no crédito, prevê-se um aumento da participação do canal digital no volume bruto de mercadorias da varejista, algo que não ocorria desde o quarto trimestre de 2021.
Quanto ao Magalu, o Itaú BBA espera um aumento de 5% nas vendas nas mesmas lojas em comparação ao segundo trimestre de 2024, mas uma leve retração de 1% nas vendas totais online. Embora as despesas financeiras devam impactar os resultados, projeta-se uma leve expansão nas margens.
O Santander, por sua vez, espera que as receitas do Magalu permaneçam estáveis, com um aumento de 4,8% nas vendas em lojas físicas, mas uma queda de 1,4% nas vendas online.
O Bradesco BBI acredita que o volume total de mercadorias do Magalu deve se manter estável em relação ao ano anterior, com as lojas físicas superando o canal digital.
Com relação às Casas Bahia, o banco prevê um crescimento de 6% no GMV em comparação anual, impulsionado pelo marketplace e pelo e-commerce, enquanto enfrenta desafios na margem bruta devido à dinâmica do mix de produtos.
Apesar disso, há uma expectativa de expansão da margem Ebitda devido a ajustes operacionais e redução de despesas. Por fim, as altas despesas financeiras continuarão a impactar negativamente os resultados.

