Embora 2025 esteja sendo considerado o ano da renda fixa devido à Selic de 15%, investidores em ações também têm motivos para celebrar, especialmente com a valorização do Ibovespa, que atingiu 13%, superando o CDI de 8,3% até agosto.
A distribuição de dividendos está em um bom momento, com um aumento significativo na primeira metade do ano, onde o volume total de proventos, que inclui dividendos e juros sobre capital próprio, alcançou R$ 176 bilhões, um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, representando o maior valor desde 2020.
Esse crescimento é atribuído tanto ao retorno de empresas que haviam interrompido a distribuição quanto à adoção de políticas de lucros mais generosas, como exemplificado pela Eletrobras, que anunciou sua maior distribuição da história, totalizando R$ 4,1 bilhões.
O dividend yield para quem comprou a ação ELET6 no início de 2025 é de 5%, e somando isso à valorização de 26% do papel, resulta em um retorno acumulado de 31%. A expectativa é que o DY para os próximos 12 meses alcance 7,8%.
As estimativas de dividendos futuros para a Eletrobras variam entre R$ 38 bilhões e R$ 85 bilhões, conforme a análise de diferentes instituições financeiras.
Outras empresas também estão voltando a pagar dividendos, como a JBS, que distribuiu R$ 8,87 bilhões em seis meses, e a Ambev, que já desembolsou R$ 10,6 bilhões.
A Embraer também voltou a distribuir lucros, ainda que modestamente, enquanto companhias do setor de educação, como Cogna e YDUQS, recomeçaram as distribuições após dificuldades financeiras.
A fintech PagBank fez sua primeira distribuição de lucros em cinco anos, destinando R$ 250 milhões. A mineradora Vale, por sua vez, distribuiu R$ 18 bilhões em proventos e tem um DY projetado de 11,87%.
No entanto, a Petrobras decepcionou ao anunciar um pagamento inferior ao esperado, enquanto o Banco do Brasil ajustou suas expectativas de lucro, reduzindo os valores a serem distribuídos aos acionistas.
Apesar de algumas surpresas negativas, as previsões para o restante do ano indicam um DY de 10% a 12% para a Petrobras e entre 8% e 10% para a Vale, com diversas empresas programando pagamentos de dividendos em agosto.

