Enquanto a atenção dos mercados se volta para os acontecimentos relacionados ao cessar-fogo entre Israel e Irã, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, iniciou um ciclo de depoimentos no Congresso dos EUA, destacando que a política monetária americana está preparada para aguardar a evolução da economia antes de realizar qualquer ajuste nas taxas de juros.
Powell argumenta que a economia dos EUA se encontra em uma posição robusta, com o mercado de trabalho próximo do pleno emprego, mesmo com a inflação ainda acima da meta, atualmente variando entre 4,25% e 4,50% ao ano.
Ele mencionou que os efeitos das mudanças de política monetária são incertos, e que ele e seus colegas do comitê estão prontos para aguardar mais informações sobre a economia antes de considerar um ajuste.
Durante o primeiro dia de seus depoimentos semestrais, ele também tratou sobre a falta de cortes mais drásticos nas taxas, reconhecendo que, embora existam dados que poderiam justificar juros mais neutros, a previsão de uma aceleração da inflação impede tal medida.
Powell ainda expressou que a confiança do consumidor e das empresas vem diminuindo, refletindo as incertezas nas políticas comerciais. Ele espera que as tarifas elevem os preços a curto prazo, mas acredita que, no próximo ano, a inflação deve convergir para a meta de 2%.
Ao ser questionado sobre como a guerra entre Israel e Irã poderia impactar a política monetária, Powell se esquivou de especulações, reforçando que é muito cedo para avaliar as consequências.
Enquanto isso, o presidente Donald Trump continua a pressionar o Fed por cortes na taxa referencial, fazendo comentários negativos sobre Powell, que, por sua vez, defendeu a importância de decisões baseadas em dados e no cumprimento do mandato do Fed.

