Gabriel Escobar, encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, anunciou que existe a possibilidade de adiar o início da tarifa de 50% que será aplicada a produtos brasileiros, com a data de implementação inicialmente marcada para 1º de agosto, conforme comunicado pelo presidente Donald Trump na semana anterior.
Essa informação foi compartilhada durante uma reunião com o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, na última terça-feira.
De acordo com fontes, Escobar indicou que o prazo pode ser objeto de negociações, oferecendo uma oportunidade para uma possível ação diplomática dos EUA em meio a crescentes tensões nas relações bilaterais.
Na reunião, Randolfe destacou que o deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, não representa a totalidade do Parlamento brasileiro.
Ele também mencionou a desaprovação dos presidentes da Câmara e do Senado em relação às críticas dirigidas às instituições do Brasil feitas por Eduardo desde sua saída do país.
Essa reunião é parte dos esforços do governo Lula para restabelecer o diálogo com a administração Trump após o anúncio da sobretaxa, que é interpretada como uma retaliação política em razão de decisões do Supremo Tribunal Federal e da atuação de Alexandre de Moraes em processos contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A abordagem do governo inclui não apenas apelos diplomáticos, mas também a organização de uma missão oficial do Senado a Washington, assim como solicitações de cautela por parte da Frente Parlamentar da Agropecuária, preocupada com os efeitos econômicos da nova tarifação.

