Um tratamento experimental desenvolvido pela Pfizer em parceria com a Arvinas demonstrou ser eficaz em atrasar a progressão do câncer de mama em mais de três meses em comparação ao medicamento Faslodex da AstraZeneca, especialmente em pacientes portadores de uma mutação genética específica. Essa informação foi revelada em um estudo apresentado em Chicago durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.
Os resultados indicaram que o medicamento Vepdegestrant prolongou a sobrevida sem progressão da doença em pacientes com mutações ESR1 em cinco meses, enquanto que para o Faslodex esse tempo foi de cerca de dois meses. Dados mais aprofundados mostraram que, ao se considerar um grupo mais amplo de pacientes, o Vepdegestrant aumentou a sobrevida em 3,8 meses, contra 3,6 meses do Faslodex.
A pesquisa em fase avançada teve a participação de 624 pacientes, acometidos por um tipo de câncer que representa quase 70% dos casos dessa doença. Uma das autoras do estudo mencionou que o Faslodex encontra desafios, uma vez que é aplicado por injeção intramuscular, ao contrário do Vepdegestrant, que é administrado de forma oral.
Esse último pertence a uma nova classe de medicamentos chamados degradadores PROTAC ER, que visam o sistema natural do corpo para eliminar proteínas que favorecem o crescimento tumoral. O câncer de mama representa aproximadamente um terço de todos os novos diagnósticos do câncer em mulheres anualmente nos Estados Unidos, conforme dados da American Cancer Society.
Tratamentos reconhecidos para esse tipo de câncer avançado incluem Verzenio, Ibrance e Kisqali. Um analista do setor prevê que o Vepdegestrant pode gerar receitas de até US$ 576 milhões em seu pico de vendas em 2032. Recentemente, a Arvinas anunciou que não irá prosseguir com dois outros estudos avançados para este medicamento.

