O petróleo brent registra uma valorização superior a 8% no final da tarde desta sexta-feira, impulsionado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio, especialmente pela ação aérea de Israel contra o Irã.
Enquanto diversas ações caem em função desse evento, as empresas do setor de petróleo na bolsa têm visto seus valores aumentarem, com a Petrobras (PETR4) apresentando uma alta superior a 2% no dia.
O analista Ruy Hungria, da Empiricus, aponta que a valorização do petróleo pode beneficiar os acionistas da estatal, não apenas por meio de ganhos de capital, mas também pela possibilidade de aumento nos dividendos. Ele destaca que com o petróleo a US$ 60, o dividend yield era de 8% a 9%, e agora pode estar mais perto de 13% a 14%.
Apesar de não conseguir prever a volatilidade do petróleo, Hungria acredita que a crescente tensão na região diminui as chances de uma queda acentuada nos preços. Os investidores da Petrobras também esperam a possibilidade de dividendos extraordinários, que seriam uma ajuda para o governo. No entanto, o analista recomenda cautela em relação a essas expectativas, afirmando que não compraria ações da empresa apenas com base na especulação em torno desses proventos.
Ele acredita na inclusão da Petrobras em uma carteira voltada para dividendos por outros motivos, como a atratividade dos preços do petróleo, o valuation acessível e uma potencial mudança de governo em 2026 que poderia beneficiar as ações.
No cenário atual, Hungria apregoa que a empresa pode oferecer um dividend yield acima de 10% e um valuation de menos de 4 vezes os lucros, representando uma ação que, mesmo em queda, não deve se desvalorizar significativamente, mas tem considerável potencial de valorização em um cenário positivo.

