Petrobras avalia pagamento de dividendos extraordinários, mas preço do petróleo e cenário internacional trazem incertezas

A presidente da Petrobras expressou seu desejo de satisfazer os investidores ao afirmar que está se esforçando para que a companhia distribua dividendos extraordinários. No entanto, ela reconhece que o preço do petróleo, um fator que não pode ser controlado, poderá influenciar essa decisão.

Durante uma coletiva de imprensa, ela comentou a possibilidade de pagar esses proventos, mas ressaltou que isso dependerá dos preços do petróleo. O pagamento extra de dividendos beneficiaria, além dos acionistas, o governo, ajudando a atingir a meta de resultado primário.

Entretanto, especialistas expressam ceticismo sobre a viabilidade desse pagamento, considerando a alta dívida da Petrobras em um cenário de preços de petróleo inconsistente. Além disso, o conflito no Oriente Médio é uma variável importante que impacta diretamente os preços do petróleo e, consequentemente, a distribuição de dividendos.

A presidente se mostrou cautelosa em relação a quaisquer ajustes nos preços dos combustíveis no Brasil e afirmou que decisões serão baseadas em tendências e estabilidade, sem movimentações abruptas.

Em relação à exploração, a Petrobras reafirmou seu comprometimento em participar de leilões de áreas no Brasil, independentemente das flutuações nos preços do petróleo, e também mantém interesse em áreas internacionais, enquanto está prestes a investir em blocos adquiridos na Oferta Permanente.

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