Muitas pessoas relatam que precisam sacrificar uma refeição para conseguir pagar as contas, e outras reconhecem que as obrigações financeiras nunca terminam. A realidade é que uma pesquisa recente revelou que 54% dos trabalhadores com carteira assinada ou que atuam como pessoas jurídicas sentem que seu salário não é suficiente até o final do mês.
Apesar disso, a situação está melhorando, pois essa porcentagem é a mais baixa desde 2018, com uma queda de oito pontos em relação ao ano anterior, quando 62% dos trabalhadores enfrentavam o mesmo problema.
Um dos maiores vilões que consome o salário é o alimento, que representa 77% dos gastos mensais, seguido por contas como água e luz que oneram 71% dos lares. Além disso, os financiamentos de imóveis e veículos afetam 52% da população, enquanto 36% lidam com empréstimos e 33% com despesas relacionadas a roupas. A educação também pesa, representando 20% dos gastos gerais.
Para contornar a situação, 49% dos entrevistados buscaram trabalhos extras, com 23% utilizando cartões de crédito e 12% cheque especial. Outros recorrem à ajuda da família, trabalham como freelancers ou solicitam adiantamento salarial.
Entretanto, 5% não conseguem se sustentar até o fim do mês e não possuem alternativas adicionais. A pesquisa ainda revela que 75% não teriam como arcar com uma despesa inesperada de R$ 10 mil, 66% passaram por dificuldades financeiras nos últimos cinco anos e 33% foram negativados no último ano, com 17% ainda enfrentando as consequências disso.

