Nesta terça-feira, o clima no mercado brasileiro foi mais otimista com a possibilidade de avanço nas negociações entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro solicitou ao presidente americano proteção para o setor alimentício e a fabricante de aviões Embraer em relação às novas tarifas.
A partir de 1º de agosto, uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros deve entrar em vigor. Em resposta, o secretário de Comércio dos EUA mencionou que certos recursos naturais, como café e cacau, poderiam ser isentos de tarifas sob novos acordos comerciais. Entretanto, não foi feita menção específica à situação dos produtos do Brasil.
No fechamento do dia, o dólar caiu 0,43%, estabelecendo-se a R$ 5,5686, enquanto o Ibovespa subiu 0,45%, atingindo 132.725,68. Em contrapartida, as bolsas de Wall Street apresentaram queda.
Apesar da expectativa de progressos nas negociações, ministros do governo Lula mantêm uma postura cautelosa. O ministro da Fazenda indicou que os canais de diálogo estão sendo desbloqueados lentamente, e ressaltou a possibilidade de assistência a empresas afetadas pelas novas tarifas.
A ministra do Planejamento destacou que os EUA não estão prontos para negociar por enquanto e que o governo se preparará até o prazo final em 1º de agosto, com a atenção também voltada para as decisões do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária do Banco Central sobre taxas de juros.
Profissionais do mercado acreditam que, apesar da manutenção das taxas, o Fed pode sinalizar cortes em breve, enquanto o Banco Central do Brasil provavelmente adotará uma postura mais cautelosa, contribuindo para a atratividade do diferencial de juros do Brasil aos investimentos externos, o que tem ajudado a manter o dólar abaixo de R$ 5,60.

