As ações do Banco do Brasil sofreram uma desvalorização de 26% desde a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2025, em 15 de maio. Embora os papéis estejam sendo negociados com uma valorização de 0,6 vezes o valor patrimonial e menos de 4 vezes os lucros projetados para 2026, o que sugere uma oportunidade de compra, ainda existem incertezas, como ressalta o CIO da Empiricus.
Ele destaca que, além de não haver garantia de uma mudança de governo em 2026, existem receios em relação aos resultados do banco no curto prazo, que podem ser pressionados pela continuidade da inadimplência no setor agropecuário.
Para explorar o potencial de alta das ações e mitigar os riscos, o estrategista recomenda comprar ações do Banco do Brasil e também adquirir opções de venda. Ele sugere que a forma ideal seria optar por puts com um preço de exercício igual ao valor da ação e vencimento em novembro ou dezembro de 2026.
Como essas opções não estão disponíveis, a alternativa seria a compra da put BBASM211, que tem um preço de exercício de R$ 20,27 e vencimento em 15 de janeiro de 2027. O número de puts deve corresponder ao número de ações adquiridas.
Essa estratégia permite limitar as perdas ao custo da put, ao mesmo tempo em que possibilita aproveitar a valorização das ações, sendo que a volatilidade dos prêmios das opções não está muito alta, resultando em um custo baixo para a proteção contra uma eventual desvalorização.

