No dia 7 de outubro, celebra-se o Dia Mundial do Chocolate, uma data criada para destacar a importância do cacau como um insumo agrícola estratégico. Esta iniciativa é apoiada pela Organização Internacional do Cacau e pela Academia Francesa de Mestres Chocolateiros desde 2010.
O Brasil ocupa a sétima posição entre os maiores produtores de cacau do mundo, colhendo cerca de 200 mil toneladas em 2023. Os estados da Bahia e Pará lideram essa produção.
Quatro empresas dominam a moagem no país, transformando amêndoas em produtos que abastecem a indústria alimentícia e de cosméticos. Cerca de 93 mil agricultores, principalmente pequenos produtores, sustentam uma cadeia que movimenta R$ 18 bilhões em produção e mais de R$ 23 bilhões em negócios anuais, gerando cerca de 200 mil empregos.
A alta dos preços das amêndoas, que chegaram a US$ 10 mil por tonelada, trouxe discussões sobre a remuneração justa no setor. O cacau brasileiro é cultivado através de diferentes práticas, como o sistema cabruca e métodos agroflorestais. O processo de fermentação e secagem é essencial para a qualidade do chocolate.
Apenas produtos que contêm pelo menos 25% de sólidos de cacau podem ser rotulados como “chocolate”. Enquanto o mercado global de chocolate ultrapassa os US$ 130 bilhões, o Brasil se destaca como o quinto maior consumidor, com um consumo médio de 3,5 kg por pessoa ao ano.
Alternativas como “bean to bar” e “tree to bar” estão ganhando espaço, priorizando o rastreamento e ingredientes de qualidade. Além disso, o setor está se adaptando a exigências de sustentabilidade, com a implementação de certificações e investimentos em rastreabilidade.
Olhando para o futuro, o cacau se apresenta promissor em várias áreas, incluindo cosméticos e bebidas funcionais, com potencial de crescimento em regiões novas e adaptações às práticas agrícolas sustentáveis.

