Nvidia alcança US$ 4 trilhões em valor de mercado, mas enfrenta desafios na receita de data centers e incertezas comerciais com a China

Nos mercados internacionais, Nova York se destacou, com as atenções voltadas para os resultados da Nvidia, que se tornou a primeira empresa a atingir a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado e representa cerca de 8% do S&P 500.

Os números do trimestre finalizado em julho foram melhores do que muitos temiam, mas indicaram sinais de um crescimento mais moderado, especialmente na receita da área de data centers, crucial para a inteligência artificial, que ficou abaixo das expectativas.

A percepção entre investidores é que a Nvidia continua sendo central na revolução da IA, embora haja incertezas sobre a manutenção desse ritmo acelerado. A empresa enfrentou riscos com a China, pois não teve vendas de chips H20 no último trimestre e antecipa uma nova queda nas demandas devido a restrições comerciais que impactam sua receita.

Apesar disso, investidores acreditam que um progresso nas negociações comerciais pode gerar um incremento significativo nas vendas, ajudando a evitar grandes quedas nas ações, que recuaram 3,1% no after-market.

O balanço da Nvidia encerrou a temporada de resultados das chamadas “Sete Magníficas” e foi visto como um indicativo da saúde do setor de tecnologia. Outros indicadores, como a segunda leitura do PIB dos EUA do segundo trimestre e a ata do Banco Central Europeu, também atraíram a atenção dos mercados, que terminaram sem uma tendência definida, com destaque para a Pernod Ricard, cujos resultados superaram as expectativas, aliviando tensões políticas na França.

No Brasil, o Ibovespa atingiu seu maior nível desde o anúncio de tarifas pelos EUA, apresentando um descolamento do desempenho externo, influenciado pela queda dos juros nas economias centrais e pela fraqueza do dólar. O foco interno agora está no quadro fiscal, aguardando o Orçamento de 2026, enquanto as incertezas sobre a reforma do Imposto de Renda crescem.

O equilíbrio fiscal continua a limitar cortes na Selic, e qualquer surpresa negativa pode impactar negativamente os ativos de risco. Hoje, ocorrerá a divulgação do IGP-M de julho e do resultado primário do governo central. O presidente do Banco Central sinalizou um viés hawkish, mas reconheceu que a inflação está em convergência com a meta.

Para 2025, há potencial para cortes na Selic, caso o cenário fiscal se mantenha estável e os dados locais sejam compatíveis.

No aspecto político, as eleições de 2026 começam a impactar o mercado, com recentes pesquisas indicando queda na popularidade do presidente Lula, que está atrás de concorrentes em um cenário hipotético de segundo turno. O desempenho do governador de São Paulo indica uma possível mudança na correlação de forças políticas.

O debate sobre a reforma tributária permanece, com a urgência de priorizar um desenho mais estruturado frente a um arranjo improvisado. A Nvidia continua a ter um papel central nas conversas sobre crescimento e inovação, especialmente em um setor que observa um aumento da demanda por energia, impulsionada pela inteligência artificial e resgatando o potencial da energia nuclear.

Enquanto a Apple enfrenta desafios na atualização de sua assistente virtual, questões geopolíticas na América Latina, especialmente na Venezuela, também estão em foco, com a presença militar dos EUA e as dinâmicas políticas complexas envolvendo a oposição e o regime.

A Nvidia, por sua vez, espera continuidade no desempenho de suas ações, que, apesar das flutuações recentes, ainda demonstram um crescimento significativo no mercado de tecnologia.

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