No segundo trimestre de 2025, a Natura&Co registrou um lucro líquido de R$ 195 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 859 milhões do mesmo período do ano anterior, que foi impactado por um write-off não recorrente de R$ 725 milhões.
Quando considerados os efeitos não operacionais, o lucro líquido ajustado ficou em R$ 598 milhões. A receita líquida consolidada atingiu R$ 5,7 bilhões, apresentando uma redução de 1,7% em reais na comparação anual, mas um crescimento de 5,5% em moeda constante. Esse crescimento foi impulsionado pelo bom desempenho da Natura Brasil, que cresceu 10,3%, e pela marca Natura nos países da América Latina de língua espanhola, que teve um aumento de 17,8%.
Esse desempenho foi contrabalançado pela queda de 12,9% da Avon no Brasil e pela instabilidade nos outros mercados da região, afetada pela integração da Onda 2 no México e pelos preparativos na Argentina.
O EBITDA recorrente chegou a R$ 796 milhões, com margem de 14%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024. Essa melhoria foi favorecida pela elevação na margem bruta e pelos ganhos nos mercados maduros da Onda 2.
As despesas corporativas caíram em 47%, somando R$ 44 milhões, indicando uma simplificação na estrutura da holding antes da fusão com a Natura Cosméticos, que foi concluída em julho.
A dívida líquida totalizou R$ 4 bilhões, com um incremento de R$ 1,6 bilhão ao longo do ano. Isso se deve principalmente à reclassificação da Avon Internacional como ativo mantido para venda, além do consumo de caixa gerado pela sazonalidade, reestruturação da Avon e por efeitos cambiais desfavoráveis.

