MRV&Co registra vendas líquidas de R$ 2,69 bilhões no segundo trimestre com crescimento de 5,8% apesar de desafios nos repasses de programas habitacionais

A MRV&Co reportou vendas líquidas de R$ 2,69 bilhões na divisão de incorporação no segundo trimestre, apresentando um crescimento de 5,8% em relação ao ano passado, embora tenha enfrentado atrasos na liberação de recursos de programas habitacionais regionais, conforme dados preliminares.

As vendas que não foram repassadas totalizaram R$ 310 milhões, equivalentes a cerca de 1,3 mil unidades. O diretor financeiro, Ricardo Paixão, afirmou que mais da metade dessas vendas ocorreu no segundo trimestre, enquanto o restante se refere a unidades anteriores com repasses ainda pendentes.

Ele mencionou ainda que 700 unidades foram resolvidas, impactando as vendas. Em termos de lançamentos, o valor geral de vendas (VGV) alcançou R$ 3,45 bilhões, uma expansão de 54,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com um total lançado de R$ 6,34 bilhões no primeiro semestre. A meta para o ano anterior era de R$ 11 bilhões em lançamentos nesse segmento.

Paixão assegurou que há potencial para lançamentos adicionais se a demanda continuar, mas ressaltou que não há obrigação de lançar todos os valores se as vendas diminuírem. Ele também destacou que os segundos e terceiros trimestres tendem a ser mais robustos em lançamentos.

No que diz respeito à geração de caixa, a empresa informou um total de R$ 136,4 milhões, embora o consumo ajustado de caixa na incorporação tenha sido de R$ 33,68 milhões, impactado pelos atrasos nos repasses e alterações nas condições de liberação pela Caixa.

A operação Resia nos Estados Unidos gerou um caixa de US$ 39,3 milhões, enquanto teve um consumo de US$ 65,9 milhões no mesmo período do ano anterior. O grupo também divulgou uma baixa contábil de US$ 144 milhões relacionada à venda de ativos da Resia, que afetará os resultados do segundo trimestre.

Ao mesmo tempo, a empresa reviu a previsão de geração de caixa para essa unidade de US$ 270 milhões em 2025 para US$ 493 milhões até o final de 2026.

Paixão destacou a importância de alinhar as expectativas do mercado, já que alguns investidores antecipavam perdas menores ou maiores do que as que efetivamente ocorrerão. Em uma reunião com analistas, executivos da MRV&Co indicaram que não esperam novos “impairments” nos próximos meses.

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