Motiva reporta lucro líquido de R$ 897,24 milhões no segundo trimestre de 2025 impulsionado por repactuação de contrato e aumento na receita de rodovias e aeroportos

A Motiva reportou um lucro líquido de R$ 897,24 milhões no segundo trimestre de 2025, um aumento significativo em relação aos R$ 267,92 milhões do mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi impulsionado pela repactuação de um contrato da BR-163 em Mato Grosso do Sul.

A empresa, que anteriormente era conhecida como CCR, destacou que essa otimização contratual resultou em um ativo fiscal diferido, gerando um impacto positivo de R$ 480 milhões nos resultados. Adicionalmente, observou a influência benéfica do fim da operação de barcas no Rio de Janeiro e a arrecadação nas praças de pedágio da concessionária PRVias, iniciada em 28 de junho.

Sem considerar os efeitos não recorrentes dos anos anteriores, o lucro líquido ajustado foi de R$ 398 milhões, refletindo uma leve queda de 3,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado, alcançou R$ 2,09 bilhões, o que representa uma alta de 4,2%.

A margem Ebitda também melhorou, passando de 57,6% para 58,8%, registrado em virtude de uma melhor eficiência operacional. A receita líquida ajustada consolidada aumentou 2,2% anualmente, totalizando R$ 3,563 bilhões, impulsionada pela movimentação nas áreas de rodovias, trilhos e aeroportos.

Na segmentação, a plataforma de rodovias teve um crescimento de 3,4% na movimentação de veículos, enquanto a receita de aeroportos subiu 10%, atingindo 10,44 milhões de passageiros. No setor ferroviário, houve um leve aumento de 0,5% no transporte de passageiros, excluindo a operação de barcas.

A Motiva encerrou o primeiro semestre de 2025 com uma relação de despesas operacionais sobre a receita líquida ajustada de 38%, o que sugere a possibilidade de antecipar um compromisso de eficiência para 2025.

A companhia também finalizou junho com uma alavancagem ajustada de 3,7 vezes, devido a captações financeiras para cumprir obrigações contratuais das concessões PRVias e Sorocabana, mas espera uma redução desse indicador com a geração de caixa dessas novas concessões.

No segundo trimestre, os investimentos alcançaram R$ 1,78 bilhão, sendo 9,2% maiores que no mesmo período do ano anterior e 31% superiores ao primeiro trimestre de 2025, destacando obras como a duplicação da BR-101 e melhorias nas linhas ferroviárias em São Paulo.

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