Em 2012, o professor William Harrison convidou o geólogo Ted Pagano para conhecer um repositório geológico em Kalamazoo, Michigan, rico em minerais, onde ele estava interessado em 80 paletes de testemunhos de sondagem doados pela Mosaic Company. Esses cilindros de rocha, extraídos de poços profundos em uma região com grande potencial mineral, contêm cloreto de sódio e óxido de potássio, ambos essenciais para a agricultura.
Pagano acreditava que a Mosaic detinha uma jazida de potássio maior que a prevista, capaz de fornecer um milhão de toneladas de fertilizante anualmente, um aumento considerável em relação à produção da planta da Mosaic em Hersey.
Empolgado com a possibilidade, Pagano fundou a Michigan Potash & Salt Company, arrendando direitos minerais da região. A análise inicial dos testemunhos confirmou a alta pureza dos depósitos de potássio, levando Pagano a contrair arrendamentos de terras em larga escala.
Sua empresa busca agora um financiamento de US$ 1,8 bilhão para uma nova mina, com a expectativa de iniciar a produção até o final da década. A mina tem potencial para gerar uma produção de potássio avaliada em US$ 350 milhões anualmente, além de sal.
Pagano, que possui 65% da empresa, pode se tornar extremamente rico, já que sua participação está avaliada em pelo menos US$ 300 milhões. Formado em engenharia e com experiência na indústria de petróleo, Pagano viu no potássio uma oportunidade de negócio após constatar a falta de expansão da Mosaic e o oligopólio que controla o mercado.
Após uma série de negociações e subsídios relevantes, sua empresa conseguiu aprovação para o financiamento, que permitirá a construção de uma mina utilizando métodos modernos e menos invasivos.
Com a alta nos preços dos fertilizantes devido a crises globais, a proposta de Pagano de abastecer o mercado interno poderá ajudar a liberar mais potássio para o exterior, beneficiando produtores de regiões carentes.

