Mercados Globais Reagem a Tensas Relações Comercias e Expectativas Econômicas nos EUA e Brasil

Estamos chegando ao final do primeiro semestre de 2025, ainda com um alívio técnico significativo nos mercados internacionais. Em maio, os índices dos EUA apresentaram a melhor performance mensal desde novembro de 2023, impulsionados pela temporada de resultados empresariais que ajudaram a amenizar a correção de abril, provocada por tensões tarifárias do governo americano.

Com a transição para junho, a atenção se volta para a divulgação dos dados de emprego nos EUA nos próximos dias, além de declarações relevantes de autoridades monetárias, inclusive de Jerome Powell. Entretanto, o cenário começou a se complicar novamente com o renovado embate comercial. A China reagiu firmemente às acusações dos EUA sobre a violação do Acordo de Genebra e prometeu retaliações proporcionais.

Essa reação ocorreu após declarações de Donald Trump na última sexta-feira, onde ele ameaçou novas sanções e um aumento nas tarifas de importação de aço. Como resultado imediato, observou-se uma queda nos mercados da Ásia, Europa e Estados Unidos. A expectativa é se o novo termo “TACO”, que significa que Trump sempre recua, continuará a se aplicar ou se desta vez as ameaças se transformarão em ações concretas.

Em relação ao Brasil, o final de maio trouxe uma pausa nas valorizações dos ativos locais após um período de alta consistente, influenciada por questões como propostas para aumentar o IOF, pressões políticas sobre o Ministério da Fazenda e o recente rali no mercado americano.

Apesar dos sinais positivos da economia, como um mercado de trabalho apertado e um PIB do primeiro trimestre que superou as expectativas, acredita-se que o Banco Central poderá realizar novas reduções de juros, mesmo sendo ideal adotar uma postura mais cautelosa.

A situação política e fiscal em Brasília está cada vez mais incerta, com a reclassificação da perspectiva de crédito do Brasil pela Moody’s como negativa, o que reforça a necessidade urgente do governo em cortar gastos para evitar consequências severas. O cenário de desaprovação do governo se agrava, uma vez que a popularidade do presidente Lula está em queda e a preocupação com a gestão fiscal é crescente.

Reformas estruturais no Brasil são imprescindíveis, incluindo a reforma administrativa, orçamentária e da previdência, com o objetivo de enfrentar a rigidez fiscal e estabelecer um sistema mais eficiente.

Os EUA, por sua vez, estão começando a mostrar sinais de desaceleração econômica, o que pode impactar a política monetária. Dados cruciais estão por vir, como o relatório JOLTS e a pesquisa ADP, que servirão para avaliar a situação do mercado de trabalho.

Já na Ucrânia, a guerra se intensificou com ataques que prejudicaram a capacidade militar da Rússia, levantando questões sobre a lógica dos gastos com defesa. Além disso, as tensões comerciais entre EUA e China estão ressurgindo, especialmente após novas ameaças tarifárias de Trump.

O setor de tecnologia também está em foco, com previsões alarmantes sobre a perda de empregos devido à inteligência artificial, aumentando preocupações sobre desigualdade econômica. A situação é complexa e requer atenção tanto em questões econômicas quanto políticas nos próximos dias e meses.

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