Os mercados globais estão em um momento de avaliação nesta quinta-feira, assimilando os resultados corporativos divulgados na véspera nos Estados Unidos. A ênfase recai sobre a Alphabet, que teve uma performance acima do esperado, e na Tesla, que decepcionou e já enfrenta quedas acentuadas.
Além disso, a atenção dos investidores se volta também para a decisão do Banco Central Europeu sobre a política monetária, que deve manter os juros em 2%. As declarações da presidente Christine Lagarde podem influenciar as expectativas futuras.
Enquanto isso, os mercados asiáticos são sustentados pelo acordo comercial entre Estados Unidos e Japão, e os índices europeus avançam na expectativa de um entendimento comercial entre Washington e Bruxelas.
Nos EUA, os futuros do S&P 500 e Nasdaq seguem em alta, impulsionados não apenas pelos resultados corporativos, mas também por iniciativas voltadas à inteligência artificial.
Por outro lado, o Brasil, contrastando com essas movimentações, enfrenta desafios nas relações comerciais com os EUA, especialmente após comentários desfavoráveis de Trump que podem afetar tarifas. A ausência de um embaixador oficial em Brasília complica ainda mais as negociações.
O Ibovespa teve uma leve alta, impulsionada pelo apetite global, mas a situação interna continua se deteriorando, com a incerteza sobre tarifas elevadas.
Nos EUA, o Secretário de Comércio fez uma declaração controversa sobre o Federal Reserve, destacando a fragilidade institucional. Na continuidade, os índices de ações alcançaram novas máximas, enquanto a temporada de resultados segue com grandes empresas como Tesla e Alphabet.
A discussão de um novo acordo tarifário entre a UE e os Estados Unidos também está em pauta, mas depende da aceitação de Trump para ser concretizada.
Além disso, houve um aumento no fornecimento de terras raras pela China, mas os volumes ainda não voltaram a níveis normais.
Por fim, a Alphabet apresentou resultados sólidos, com destaque para a crescente receita em computação em nuvem, embora tenha ressaltado a necessidade de investimentos contínuos.

