O mercado global de petróleo começa setembro em estado de alerta, com investidores atentos a uma série de fatores, incluindo tensões no Leste Europeu, possíveis novas tarifas dos Estados Unidos sobre a China e as previsões pessimistas do Goldman Sachs para o preço do petróleo nos próximos anos.
Na última sexta-feira, os contratos futuros de petróleo registraram queda, com o WTI para outubro diminuindo em 0,91%, cotado a US$ 64,01 o barril, embora tenha acumulado um ganho semanal de 0,55% e uma perda de 7,58% no mês. O Brent para novembro caiu 0,73%, fechando a US$ 67,48 o barril, somando uma alta de 0,39% na semana, mas um recuo de 5,89% no mês.
Esse movimento é influenciado pela expectativa de aumento da oferta da Opep, o que pode pressionar ainda mais os preços. Além disso, os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia estão novamente em foco, com ataques de drones russos atingindo instalações elétricas ucranianas, afetando cerca de 60 mil pessoas. O presidente Zelenskiy prometeu respostas militares, intensificando a incerteza geopolítica.
Paralelamente, existe o risco de novas tarifas dos EUA sobre as importações chinesas, já que a China é a principal compradora de petróleo russo, o que pode desorganizar os fluxos globais de energia e aumentar a volatilidade do mercado.
Embora o curto prazo apresente riscos, as previsões de longo prazo indicam um excesso de oferta, com o Goldman Sachs prevendo que o Brent pode cair para a faixa baixa de US$ 50 por barril até o final de 2026, decorrente de um superávit médio de 1,8 milhão de barris por dia. Isso resultaria em um aumento significativo dos estoques globais, em sua maioria nos países da OCDE.
O banco também observa que, enquanto os preços devem se manter próximos aos contratos futuros em 2025, a tendência é de queda em 2026, a não ser que haja um aumento na acumulação de estoques chineses, o que poderia sustentar preços mais altos, elevando a média do Brent em 2026 para cerca de US$ 62 por barril.

