Méliuz se torna líder em bitcoin na América Latina com aquisição de US$ 28,6 milhões enquanto ações enfrentam volatilidade

A empresa de cashback Méliuz alcançou a liderança como a maior detentora de bitcoin entre as companhias listadas na América Latina.

Recentemente, anunciou a aquisição de US$ 28,6 milhões em bitcoin, equivalente a R$ 158,3 milhões, após realizar uma oferta de ações para financiar essa compra. Foram adquiridos 275,43 bitcoins por um preço médio de US$ 103.864,38 cada.

Com essa aquisição, a quantidade total de bitcoins da empresa subiu para 595,67, avaliados em cerca de US$ 60,34 milhões ou R$ 333,98 milhões.

Contudo, as ações da Méliuz estão em queda, cotadas a R$ 6,88, o que representa uma perda de 1,72% no dia. Apesar disso, o valor dos papéis quase triplicou em 2023, subindo de R$ 2,66 em janeiro para os atuais R$ 6,88, resultando em um aumento de 160%.

Em março, a empresa anunciou uma alteração em sua estratégia financeira, passando a investir em bitcoin como seu principal ativo, replicando a abordagem da fabricante de software Strategy, que desde 2020 utiliza seu caixa para comprar bitcoin e também emite dívida para adquirir mais da criptomoeda.

Essa abordagem levou analistas a considerarem que a Méliuz poderia se tornar uma referência para o bitcoin nas bolsas. No entanto, analistas expressaram preocupações sobre a desconexão dessa estratégia em relação aos objetivos operacionais da empresa e sua capacidade de reinvestir nas atividades principais.

Apesar de uma leve queda de 4% no valor do bitcoin neste ano, a criptomoeda recuperou força desde o início das compras do Méliuz em abril, atingindo valores recordes.

Para a Méliuz, o movimento até agora tem sido benéfico, mas os especialistas recomendam uma melhor integração da estratégia de bitcoin com as operações gerais da empresa.

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