Log Commercial Properties registra lucro de R$ 87,1 milhões no segundo trimestre de 2025 e apresenta estratégias para crescimento em meio a juros altos e queda nas vendas de galpões

A Log Commercial Properties, sob o comando de Rubens Menin, finalizou o segundo trimestre de 2025 com um lucro líquido de R$ 87,1 milhões, refletindo uma queda de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Essa redução se deve, em parte, aos altos juros que aumentaram as despesas financeiras e à diminuição nas vendas de galpões. O CFO Rafael Saliba afirmou que o cenário macroeconômico tem desafiado a estratégia de monetização de ativos, destacando que, com a taxa Selic elevada, investidores demandam retornos maiores, embora ainda consigam realizar vendas rentáveis.

A venda de R$ 425 milhões em galpões durante o trimestre permitiu liberar capital para novos projetos e apoiar o capex anual, que está em torno de R$ 800 milhões. A empresa também fortaleceu sua nova unidade de negócios, focada em serviços de administração de condomínios e gestão de ativos, que já cobre 36% das despesas administrativas, com a meta de atingir 100% nos próximos anos, aumentando a previsibilidade da receita.

Apesar da queda no lucro, a receita com aluguéis e serviços cresceu 15%, alcançando R$ 61,5 milhões, impulsionada por reajustes nos contratos e uma taxa de vacância de 0,93%, bem inferior à média do setor, que é de 7,5%.

A demanda vigorosa por galpões, especialmente de varejistas e e-commerces, está sustentando o mercado. A empresa também enxerga oportunidade para reajustar preços, com um teste em 20% da área locada indicando um potencial aumento de até 40% no ticket médio de aluguel, devido a contratos antigos estarem desatualizados em relação ao aumento de cerca de 25% nos últimos dois anos.

A Log está iniciando seu plano “Log 2 Milhões”, que visa entregar 2 milhões de m² de galpões até 2028, após concluir um ciclo de 1,5 milhão de m² em 2024. Com um modelo integrado que cobre desde a compra do terreno até a gestão, a empresa busca manter margens altas com um custo de obra reduzido.

O índice de alavancagem está em 1,7 vez o lucro operacional (Ebitda), mas cai para 0,9 vez se consideradas vendas assinadas ainda não reconhecidas.

Para os trimestres futuros, Saliba afirmou que a empresa planeja continuar com vendas estratégicas para financiar novas entregas e ajustar gradualmente os preços dos contratos antigos, aproveitando a valorização do mercado. Ele finalizou dizendo que a combinação de baixa vacância, reajustes de aluguel, vendas de galpões e expansão da receita de serviços estabelece um ciclo que permite crescimento disciplinado mesmo com a alta dos juros.

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