O Irã enfrenta poucas alternativas para reagir aos ataques dos EUA às suas instalações nucleares e decidiu considerar uma medida extrema: o bloqueio do Estreito de Ormuz, o que intensifica a preocupação global.
Este estreito, localizado entre Omã e o Irã, é crucial para o transporte de petróleo, com estimativas apontando que cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto e derivados passam pela área diariamente. Com 33 quilômetros de largura, o local é um corredor estreito, com a parte mais apertada medindo apenas 3,2 quilômetros, resultando em um tráfego congestionado e potencialmente arriscado.
O fechamento dessa rota poderia impactar diretamente os preços do petróleo e do gás a nível internacional, além de causar atrasos no fornecimento global.
Recentemente, o Parlamento iraniano aprovou um projeto que sugere o fechamento do Estreito como retaliação aos ataques dos EUA, embora a decisão definitiva esteja nas mãos do Conselho Supremo de Segurança Nacional, que ainda não definiu um prazo para essa ação.
Um membro da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento afirmou que os deputados acreditam que o Estreito deve ser fechado, mas a decisão final está com o referido conselho.
Historicamente, o Irã já fez ameaças de bloquear o Estreito em várias ocasiões, mas nunca executou essa ação, como em 2019, após a retirada dos EUA de um acordo nuclear.
Os Estados Unidos, que monitoram a navegação na região, são responsáveis pela segurança do Estreito, com a 5ª Frota da Marinha posicionada no Bahrein.

