As plataformas de investimento tornaram acessíveis diversas opções de produtos financeiros, permitindo que as pessoas elaborem variadas estratégias para obter lucro.
No entanto, é fundamental que os investidores compreendam os custos envolvidos, como taxas de corretagem ou administração, para não comprometer os retornos.
Um dos setores onde esses custos se destacam é a renda fixa, especialmente em aplicações voltadas para reservas de emergência.
O Tesouro Selic se mostra como a melhor escolha para essa finalidade, pois é um título garantido pelo Tesouro Nacional, apresentando assim o menor risco disponível.
Aqueles que optam por investir no Tesouro Selic podem fazê-lo diretamente ou por meio de fundos de investimento, sendo que muitos desses fundos cobram taxas de administração.
A taxa média anual para fundos focados em Tesouro Selic é de 0,52%, com alguns chegando a ultrapassar 0,60%, uma situação preocupante, com 609 produtos nessa categoria, segundo uma entidade do setor.
Vamos focar nos fundos, destacando o impacto financeiro de taxas que deveriam ser praticamente inexistentes.
Além da taxa de administração, também existe a incidência de impostos. Atualmente, o imposto de renda varia conforme o período de aplicação, começando em 22,5% para investimentos de até 180 dias e reduzindo gradualmente até 15% para longos prazos, com uma proposta de igualar essa alíquota em 17,5% para todos os casos a partir de 2026, dependendo da legislação.
Outro fator financeiro são os “come-cotas”, que se referem à antecipação de impostos retidos antes do resgate.
Considerando um exemplo em que você e um amigo investem R$ 50 mil com um retorno de 15% ao longo de um ano em dois fundos, ambos enfrentariam tributações ao longo do período, resultando em diferenças significativas em seus montantes finais.
Após um ano de aplicação, após a retenção de impostos em dois momentos, o montante líquido que você recebesse seria R$ 56.192,39, enquanto seu amigo receberia R$ 55.947,27, o que representa uma diferença de R$ 245.
Esse exemplo ilustra claramente o impacto negativo que um fundo caro pode ter nas finanças de um investidor em um intervalo de apenas um ano.

