A Dogecoin (DOGE) foi criada em 2013 como uma piada e, até hoje, muitos analistas a consideram um ativo de valor inferior. Contudo, aqueles que investiram no projeto há dez anos e superaram as oscilações do mercado teriam hoje uma fortuna considerável.
De acordo com uma simulação realizada por um especialista do mercado, um investimento de R$ 10 mil em Dogecoin em 2015 teria se transformado em cerca de R$ 12,2 milhões líquidos, considerando a data de corte em 5 de junho de 2025 e o desconto do Imposto de Renda.
Naquela data, a Dogecoin era cotada a apenas US$ 0,0002, e os R$ 10 mil seriam suficientes para adquirir aproximadamente 15,97 milhões de DOGE, já que a negociação em reais ainda não era comum. Atualmente, a mesma quantidade de DOGE valeria cerca de US$ 2,57 milhões, ou R$ 14,4 milhões. Isso representa um ganho bruto de R$ 14.368.892,04, resultando em uma valorização superior a 143.000%.
No entanto, a tributação sobre criptomoedas pode impactar significativamente esse montante: em uma corretora estrangeira, onde a taxa é de 15%, o imposto totalizaria R$ 2.156.833,80, deixando um valor líquido de R$ 12.222.058,24. Em uma corretora nacional, sob uma alíquota mais alta de 22,5%, o imposto chegaria a R$ 3.235.250,70, diminuindo o lucro para R$ 11.143.641,34.
Este ano, a Dogecoin teve uma queda de 36%, divergindo de outras criptomoedas como Bitcoin e XRP. Entretanto, a possibilidade de um ETF de DOGE atraiu atenção, com o token registrando um aumento de 2,6% na semana recente, enquanto traders estimam em 70% a chance de aprovação desse fundo pela SEC ainda em 2023, o que poderia atrair investidores institucionais.

