Investimentos e Desafios no Desenvolvimento do Esporte Paralímpico no Brasil Rumo a Los Angeles 2028

O Brasil alcançou um marco histórico nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, posicionando-se entre os cinco primeiros no quadro geral de medalhas, com um total de 25 ouros.

Entretanto, a questão sobre o investimento necessário para que um atleta se torne campeão paralímpico é complexa. Mizael Conrado, que liderou o Comitê Paralímpico Brasileiro de 2017 a 2024, comentou sobre as diferentes realidades enfrentadas pelos atletas, como os do tipo BC3 na bocha, que requerem assistentes, e os atletas S10 na natação, cuja deficiência é menos visível, mas que também representa desafios significativos, afetando o desenvolvimento e os custos envolvidos.

Ele mencionou que o CPB está trabalhando com 700 crianças a partir dos 7 anos em São Paulo, com o número aumentando para dez mil se contarmos as iniciativas em todo o Brasil.

Conrado detalhou a distribuição do orçamento do CPB para o desenvolvimento do esporte paralímpico até os Jogos de Los Angeles 2028, abordando a meritocracia e a necessidade de apoio a modalidades que ainda buscam resultados expressivos. Ele explicou que as modalidades que conquistam medalhas de ouro têm acesso a um fundo especial que complementa seu orçamento, enquanto um fundo de fomento é destinado a apoiar aquelas modalidades que precisam de mais desenvolvimento, priorizando mulheres, jovens e atletas com deficiências severas.

O objetivo é criar condições tanto para aqueles que já obtiveram conquistas quanto para aqueles que ainda buscam medalhas nas próximas competições.

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