Investidores de Varejo: Como Aproveitar a Anomalia de Volatilidade para Retornos Mais Seguros em Fundos Imobiliários e Ações

Na edição anterior, discutimos que a anomalia de volatilidade não é tão incomum quanto sugerido nos livros de Finanças. Existem diversas situações em que investidores de varejo podem explorar essas anomalias para obter retornos vantajosos sem correr riscos excessivos.

Um exemplo prático foi a análise entre Fundos Imobiliários com baixa e alta volatilidade, que demonstrou que uma seleção de ativos menos voláteis teve um desempenho superior, tanto em termos absolutos quanto ajustados ao risco.

Ao realizarmos uma análise estatística, constatamos que uma parte significativa desse retorno extra se deve à resposta dos ativos a frequentes quedas em um mercado emergente como o brasileiro; durante períodos de instabilidade, os ativos de baixa volatilidade também enfrentam perdas, mas de forma menos severa em comparação com os de alta volatilidade, permitindo uma recuperação mais rápida.

Também observamos que a anomalia de volatilidade pode ser descoberta tanto entre diferentes classes de ativos quanto dentro delas. Já analisamos um caso interno (nos FIIs) e agora trazemos um exemplo externo, comparando o IFIX com o Ibovespa, de grande relevância para o investidor no varejo.

Um dos principais pontos a perceber nas comparações é a relevância das janelas temporais selecionadas. Somente na análise referente a cinco anos encontramos uma razoável proporcionalidade entre o IFIX e o Ibovespa, embora a volatilidade do Ibovespa pareça excessiva em relação ao prêmio de retorno do IFIX.

Em outros períodos, o retorno ajustado ao risco do IFIX se mostra bem mais atrativo em comparação à sua volatilidade moderada. A análise completa revela um contraste impressionante, mostrando que o IFIX oferece um retorno superior com volatilidade significativamente inferior ao índice de ações. Isso reforça a credibilidade dos Fundos Imobiliários como uma ferramenta de diversificação para o investidor pessoa física.

No entanto, não devemos generalizar que a Bolsa brasileira seja um mau investimento, especialmente quando omitimos períodos de valorização. Observamos que o Ibovespa nem sempre é uma representação precisa das melhores opções no mercado de ações local, mas esse tema será abordado em nossa próxima edição.

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