Após uma significativa queda no mercado de ações brasileiro, a Infracommerce (IFCM3) busca mais uma vez se desvincular da categoria de penny stock. O conselho diretor da empresa aprovou um novo agrupamento de 100% das ações, com a proporção de 10 para 1, o que implica na fusão de 10 ações IFCM3 em uma só, resultando em um aumento correspondente no preço do ativo.
Vale ressaltar que a companhia, que oferece soluções para o comércio eletrônico, já passou por um procedimento semelhante em junho, com um agrupamento na proporção de 20 para 1. O principal objetivo dessa operação é elevar o valor das ações para que a Infracommerce não seja mais classificada como penny stock, uma categoria que inclui ações cotadas abaixo de R$ 1 e que apresentam uma volatilidade acentuada em comparação com outras ações no mercado.
A B3 impõe diretrizes que limitam a negociação de penny stocks, e uma ação que permaneça por mais de 30 pregões abaixo de R$ 1 é notificada para apresentar um plano de recuperação de preço. Em comunicado oficial, a empresa afirmou que considera o agrupamento proposto necessário para elevar o valor de suas ações acima do patamar mínimo.
Atualmente, os papéis da Infracommerce estão cotados a R$ 0,35, com uma desvalorização acumulada de 64% desde o início do ano e uma perda de quase 99% do valor de mercado desde seu IPO em 2021. Essa desvalorização ocorre em um contexto financeiro complicado, que inclui reestruturação de dívidas e aumentos de capital.
A proposta de agrupamento estará sujeita à aprovação dos acionistas em uma assembleia geral extraordinária marcada para 22 de setembro de 2025, e, se aprovada, os investidores terão 30 dias para ajustar suas participações.
Em relação à situação financeira, a Infracommerce registrou um prejuízo de R$ 61,4 milhões no segundo trimestre, embora isso represente uma melhoria de 96% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O CEO da empresa afirmou que os resultados demonstram a eficácia do plano de transformação implementado, destacando que, em menos de um ano, três quartos dos objetivos foram cumpridos.
A receita líquida foi de R$ 181,9 milhões, uma queda de 26,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA foi de R$ 15,4 milhões, marcando o terceiro resultado operacional positivo consecutivo, devido à redução de custos e despesas.
No final do segundo trimestre, os custos totais melhoraram em 50,2% anualmente, enquanto o volume bruto de mercadorias totalizou R$ 3,2 bilhões, uma queda de 11,6% em relação ao ano anterior.

