Índice de Preços ao Consumidor nos EUA
O índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos registrou um aumento de 0,10% em maio, de acordo com dados do Departamento do Trabalho divulgados nesta quarta-feira. Esse aumento ficou abaixo das previsões do mercado e resultou em uma inflação anual de 2,4%.
João Piccioni, executivo da Empiricus Gestão, observa uma tendência desinflacionária vinda da China, impactando globalmente. A economia americana tem demonstrado sinais de desaceleração, refletida na queda significativa dos preços da energia, incluindo petróleo e gasolina.
Piccioni aponta que a desvalorização do dólar em relação a outras moedas e a redução das taxas de juros pelo Banco Central Europeu também contribuem para essa situação. Ele afirma que a economia dos EUA está recebendo os efeitos de preços mais baixos.
Ele menciona que, embora os investidores globais não abandonem os Estados Unidos, sua alocação de recursos está mudando, buscando setores mais rentáveis. Piccioni classifica as empresas norte-americanas em duas categorias:
- A primeira, composta por indústrias mais tradicionais, enfrenta dificuldades para gerar retornos e é predominantemente encontrada no Dow Jones. Os investidores estão se afastando dessas ações em busca de oportunidades em mercados emergentes, como no Sudeste Asiático ou em empresas brasileiras, como a Mercado Livre.
- A segunda categoria abrange o setor de tecnologia, que tem impulsionado os índices do NYSE e Nasdaq, especialmente com o crescimento da inteligência artificial e as chamadas Magnificent 7, que atraíram uma maioria significativa dos investimentos recentes.
Piccioni destaca que, para investidores dos EUA, os recursos não estão se direcionando à renda fixa, mas sim para ações em outros mercados, como na bolsa da Alemanha e em ETFs de small caps brasileiros no exterior.

