Entre os dias 1º e 5 de setembro, as previsões para os principais indicadores econômicos apontam para uma clara desaceleração da economia brasileira no PIB do segundo trimestre. Embora parte desse fenômeno se alinhe com o padrão sazonal, especialmente pela menor contribuição da agropecuária, a análise de 2025 revela um impacto mais visível das consequências da política monetária restritiva sobre a atividade econômica local.
Isso faz com que o desempenho do PIB se torne crucial para as decisões do Banco Central, especialmente com sinais de desaceleração econômica e uma diminuição dos riscos inflacionários. Esses fatores aumentam as chances de revisão na estratégia do Comitê de Política Monetária, que pode contemplar um início do ciclo de flexibilização monetária.
Apesar de ressalvas sobre não agir com base em dados isolados, a recente deflação observada sugere que uma redução na taxa de juros pode ser considerada já na reunião de dezembro.
A divulgação do PIB referente ao segundo trimestre está prevista para terça-feira (2). Além disso, a produção industrial de julho será analisada como um indicativo da força do atual processo de desaceleração, com dados a serem revelados na quarta-feira (3), em um cenário onde a taxa Selic permanece elevada e a confiança tanto de empresários quanto de consumidores está em declínio.
O resultado da balança comercial de agosto, que enfrentou déficit significativo, será outro elemento crítico a ser observado, com previsão de superávit comercial em torno de US$6 bilhões, sendo divulgado na quinta-feira (4).
No contexto internacional, dados preliminares de inflação da Zona do Euro esperam uma leve estabilidade, evidenciando uma desaceleração, onde a inflação anual deve se manter próxima a 2%, favorecendo a possibilidade de cortes de juros pelo Banco Central Europeu na próxima reunião.
Na economia norte-americana, o mercado de trabalho será fundamental para estabelecer a abordagem do Federal Reserve em setembro, especialmente após um aumento inesperado nos preços ao produtor, que sugere pressões inflacionárias persistentes. Os dados da pesquisa JOLTs e do payroll serão cruciais para essa determinação, sendo divulgados na quarta-feira (3) e na sexta-feira (5), respectivamente.

