Incertezas econômicas nos EUA e Brasil afetam mercados enquanto tarifas comerciais e disputas políticas geram tensão

A situação econômica nos Estados Unidos se tornou cada vez mais incerta, com o presidente decidindo apelar contra a decisão judicial que considerou ilegais suas tarifas comerciais. Isso mantém essas tarifas em vigor enquanto a disputa continua na Justiça.

Essa judicialização da guerra comercial, que tem dominado os últimos dias, deve continuar como um tema central nas próximas semanas. Os mercados estão ansiosos pela divulgação do índice de preços ao consumidor preferido pelo Federal Reserve, mas ainda é cedo para ver os impactos das tarifas nos números.

Mesmo que os resultados apresentem surpresas, é improvável que ouça uma resposta firme do Fed, que permanece cauteloso em um cenário instável comercialmente. As bolsas asiáticas fecharam em baixa, refletindo a inquietação dos investidores, enquanto os índices europeus demonstraram resiliência, mesmo que com uma leve esperança.

Nos EUA, os futuros indicam um viés negativo, e no Brasil, a disputa política em torno do IOF segue em destaque. No mercado brasileiro, o Ibovespa apresentou queda, influenciada pela aversão ao risco diante de ruídos políticos e fragilidades fiscais.

Apesar de sinais de um mercado de trabalho em recuperação, com uma taxa de desemprego em 6,3%, essa melhora é enganosa, uma vez que as políticas governamentais têm impulsionado o consumo de maneira não sustentável.

A divulgação do PIB do primeiro trimestre é esperada com expectativa, pois pode indicar crescimento impulsionado por medidas como aumento do salário mínimo e liberação de fundos. No entanto, tais políticas podem comprometer a eficácia da política monetária, exigindo juros elevados por mais tempo.

Em Brasília, a disputa em torno do aumento do IOF traz tensão, especialmente com a reação do Congresso contra essa medida, o que revela um desgaste político significativo. A equipe econômica defende a manutenção do IOF como forma de garantir o funcionamento do governo, mas a falta de reformas estruturais impede cortes necessários.

Isso gerou um cenário fiscal insustentável, causado por decisões prejudiciais da gestão atual, sendo a crise fiscal brasileira crônica. Nos EUA, a instabilidade nas tarifas e uma decisão judicial que suspendeu a ilegalidade das tarifas de Trump complicam a situação, mantendo um clima de incerteza que afeta as negociações comerciais.

A economia global sente as repercussões dessa incerteza, com empresas hesitantes em agir enquanto a previsibilidade comercial desaparece. No México, a população se prepara para eleger juízes federais, um experimento arriscado que pode levar à captura institucional e à erosão da independência judicial, potencializando um cenário de incerteza para investidores.

Por fim, a Alemanha manifestou sua intenção de apoiar a Ucrânia com armamentos e recursos significativos, numa clara mudança na postura europeia frente à agressão da Rússia, ao mesmo tempo em que a OTAN discute expandir o conceito de gastos com defesa para incluir novas dimensões como segurança cibernética.

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