As tarifas comerciais retornaram com força ao foco dos mercados globais, especialmente com a escalada da retórica protecionista do presidente americano, que ameaçou implementar tarifas de 30% sobre produtos do México e da União Europeia.
Essa movimentação impactou negativamente o euro e provocou uma queda nos futuros das bolsas americanas, embora muitos investidores ainda acreditassem em um recuo na posição de Trump, como já ocorreu anteriormente.
A incerteza em torno da política tarifária traz riscos reais, afetando decisões corporativas antes mesmo de refletir nos preços. Na Ásia, ações caíram em resposta às iminentes tarifas, enquanto na Europa as consequências também foram sentidas.
Já no Brasil, a recente imposição de uma tarifa de 50% sobre exportações para os EUA gerou alvoroço no mercado, mas o efeito direto sobre a economia tende a ser limitado, visto que essas exportações correspondem a apenas 1,7% do PIB.
Apesar da preocupação com as escaladas tarifárias, observa-se um limite para a magnitude da crise. No âmbito político, a agenda econômica doméstica foi ofuscada e há movimentações em Brasília sobre o IOF e a resposta a tarifas estrangeiras.
Enquanto isso, a oposição brasileira enfrenta dificuldades e sua desorganização pode ser prejudicial para a tese de uma mudança política em 2026.
No cenário internacional, novas tarifas para o Canadá foram anunciadas, o que sinaliza que o clima de incerteza persistirá no mercado. Mesmo com o aumento da produção de petróleo, o mercado luta contra um superávit estrutural, e o preço do petróleo oscila entre tensões geopolíticas e excesso de oferta.
O Bitcoin, por sua vez, alcançou um novo recorde, superando a marca de US$ 120 mil, impulsionado pelo otimismo nos mercados de tecnologia e por um ambiente regulatório que parece estar se tornando menos hostil.

