Impactos da Tarifa Americana na Carne Bovina Brasileira: Competitividade e Preços no Mercado Interno em Foco

A carne bovina produzida no Brasil pode se tornar mais competitiva no comércio internacional e potencialmente mais acessível ao consumidor local se a nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, proposta por Donald Trump e com início previsto para 1º de agosto, for implementada.

Experts no assunto acreditam que, apesar de um possível incentivo a longo prazo, a situação permanece incerta. Antes mesmo da tarifação, as exportações para os Estados Unidos já apresentavam queda, mas o foco principal do setor é a China, que em 2024 se destacou como o principal importador da carne bovina brasileira, com 1,33 milhão de toneladas enviadas e um faturamento de US$ 6 bilhões.

Em 2024, os EUA, que são o segundo maior comprador, aumentaram suas importações para 229,8 mil toneladas, totalizando US$ 1,35 bilhão, mas as vendas começaram a cair entre maio e junho desse ano. Especialistas indicam que a redução nas exportações pode desestimular a produção.

O impacto da interrupção no comércio com os EUA será significativo, podendo criar um excedente no mercado interno e exigir negociação para a venda em outros mercados, resultando em uma possível queda de preços.

No entanto, a competitividade da carne brasileira poderá aumentar, uma vez que os EUA talvez busquem alternativas mais caras em outros países, enquanto os preços aqui podem permanecer baixos.

Com essa variação nas tarifas, os frigoríficos podem se beneficiar, mas a cotação do boi gordo, que atualmente está em R$ 299,70 por arroba, pode não refletir imediatamente uma redução nos preços ao consumidor, dependendo do comportamento do varejo.

A estabilidade nos preços pode ser observada mais claramente entre setembro e outubro.

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