Na última sexta-feira, os anúncios feitos pelo governo de Lula tiveram um impacto significativo no mercado brasileiro. O Ministério da Fazenda e o Ministério do Planejamento revelaram na quinta-feira um aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que decepcionou investidores e ofuscou a informação sobre um contingenciamento de gastos de mais de R$ 31 bilhões.
A alíquota inicial aumentaria de 1,1% para 3,5% em remessas para contas de brasileiros no exterior, mas, percebendo a reação negativa, o governo decidiu mantê-la em 1%. Além disso, a alíquota sobre transferências de fundos brasileiros para o exterior foi revertida de 3,5% para isenção.
No âmbito do mercado internacional, as declarações de Donald Trump também influenciaram as bolsas, fazendo com que os índices de Wall Street e da Europa apresentassem quedas. No final do dia, o dólar teve uma leve baixa de 0,24%, sendo cotado a R$ 5,64, acumulando uma queda de 0,38% na semana. Enquanto isso, o Ibovespa, apesar de ter registrado marcas históricas, caiu 0,98%, mas conseguiu se recuperar no fim do dia, subindo 0,40%.
Segundo um analista de pesquisa, esse fechamento positivo do índice, mesmo diante de notícias negativas sobre o IOF, indica um momento otimista para a bolsa. Na quinta-feira, o governo também anunciou aumentos nas taxas do IOF para operações de crédito, aportes em seguros e transações cambiais, que foram mal recebidas pelo mercado, com o dólar futuro acelerando suas oscilações.
Apesar de iniciar o dia em baixa, o índice brasileiro foi afetado pelas ameaças de Trump a produtos da União Europeia e à Apple, fazendo com que o dólar subisse mais de 1% inicialmente. Alguns papéis, como o do Itaú Unibanco e do Bradesco, se recuperaram, e a Braskem teve um aumento significativo após ofertas de aquisição. No entanto, ações de empresas do varejo caíram devido a preocupações sobre o aumento do IOF.
A JBS, apesar de oscilações, confirmou apoio para listagem dupla nos EUA e Brasil, o que deve impulsionar suas ações. A Vale teve leve alta mesmo com a queda no minério de ferro, e a Petrobras subiu levemente, beneficiando-se da recuperação nos preços do petróleo.

