O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado em 22 de maio, continua a gerar reações no mercado financeiro brasileiro.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, enfatizou que a elevação do imposto não deve servir para a arrecadação ou como substituto do aumento da taxa de juros, destacando sua natureza regulatória.
No entanto, a decisão trouxe desconforto ao mercado, conforme indicado por Felipe Miranda, CEO da Empiricus Research, que acredita que o governo não aprendeu com erros passados que também afastaram investidores.
Ele criticou a combinação de boas e más notícias divulgadas no mesmo dia, sugerindo que o uso do IOF para mitigar déficits fiscais é inadequado.
O impacto do imposto é especialmente preocupante para pequenas empresas que, com o crédito encarecido, podem ver os preços aumentarem e a inflação se manter alta, criando um efeito semelhante ao de um aumento imediato da taxa Selic, segundo a analista Larissa Quaresma.
Além disso, houve tentativas no passado para reduzir ou eliminar o imposto, alinhando o Brasil às diretrizes da OCDE, mas a nova medida pode comprometer a produtividade do país.
O decreto, voltado principalmente para transações de previdência, câmbio e crédito empresarial, teve a data de implementação adiada para 25 de junho, dando mais tempo para as seguradoras se adaptarem.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que uma proposta de atualização do IOF será apresentada em breve, mas enquanto isso, a expectativa é que o governo reconsidere a continuidade do aumento.

