Na última semana, o Ibovespa foi fortemente influenciado pela dinâmica interna do país, marcada por uma intensa temporada de divulgações de resultados financeiros do segundo trimestre e indícios de que a economia pode enfrentar um esfriamento maior do que o previsto. Isso trouxe incertezas sobre possíveis cortes nas taxas de juros.
Além disso, a repercussão da política tarifária do governo e as medidas emergenciais elaboradas pela administração atual para lidar com esses desafios também estiveram no centro das atenções.
Ao final da sexta-feira, o índice teve uma leve alta de 0,31%, fechando a 136.341 pontos, enquanto o dólar à vista encerrou a semana em R$ 5,3980, uma redução de 0,70% em relação ao real.
Para a próxima semana, as expectativas em relação aos indicadores econômicos são baixas, com o IBC-BR de junho como o principal destaque a ser divulgado.
Nos Estados Unidos, a agenda se mostra mais animada, com o discurso do presidente do Federal Reserve programado para o simpósio de Jackson Hole, em um momento delicado devido às incertezas políticas e sobre a trajetória das taxas de juros.
A temporada de resultados corporativos foi um dos principais fatores que impulsionaram as ações na última semana, com um número considerável de empresas superando as expectativas de lucro. O Banco do Brasil foi um dos principais mercados em evidência, apresentando um crescimento expressivo nas suas ações.
Contudo, preocupações com uma desaceleração econômica e resultados abaixo das projeções surgiram, especialmente no setor de varejo.
No cenário global, a atenção se voltou para os índices de inflação nos EUA, com uma alta probabilidade de cortes nas taxas pelo Fed, enquanto acordos comerciais, como a extensão da trégua nas tarifas entre os EUA e China, também foram noticiados.
No entanto, na ponta negativa do índice, Raízen e Braskem sofreram grande desvalorização, refletindo prejuízos recentes e rebaixamentos de crédito.
Em contrapartida, BTG Pactual destacou-se com uma impressionante recuperação em sua cotação, impulsionada por resultados financeiros sólidos.

