Ibovespa sobe 0,17% com apoio da Petrobras e estabilidade nos bancos enquanto investidores monitoram riscos e aguardam decisões do Federal Reserve

O Ibovespa apresentou um leve aumento de 0,17%, fechando a 134.666 pontos nesta quarta-feira (20), impulsionado em parte pela performance da Petrobras, beneficiada pela alta do petróleo no exterior.

Os bancos também tiveram um desempenho mais calmo após um dia difícil anterior, que foi marcado por perdas significativas devido a receios sobre ações do STF e possíveis novas sanções dos Estados Unidos. O volume financeiro alcançou R$ 14,5 bilhões antes dos ajustes finais do pregão.

O Banco do Brasil registrou uma alta de 0,51%, o Santander teve um aumento de 2,43%, enquanto o Itaú avançou 0,17%. Após a queda de 2,1% na véspera, o mercado se recuperou, refletindo a decisão de um ministro do STF que determina que leis estrangeiras não devem impactar brasileiros em território nacional, o que indiretamente beneficiou uma figura-chave na política.

Os investidores estavam preocupados com a possibilidade de novas sanções dos EUA. Nos mercados americanos, os índices Nasdaq e S&P 500 apresentaram quedas, à medida que os investidores diminuíram suas participações em tecnologia e buscaram investimentos mais seguros, enquanto aguardavam as declarações do Federal Reserve durante um simpósio em Jackson Hole.

O S&P 500 caiu 0,26%, fechando em 6.394,97 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,68%, terminando a 21.170,19 pontos, enquanto o Dow Jones permaneceu estável aos 44.923,75 pontos.

Em relação ao câmbio, o dólar recuou 0,49% frente ao real, encerrando o dia a R$ 5,47. Esse movimento representou uma correção após ganhos significativos no dia anterior, em resposta a uma decisão do Supremo relativa ao comércio entre Brasil e EUA.

Um especialista observou que a expectativa de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve diminui a atratividade do dólar globalmente, especialmente após um clamor pela flexibilização monetária. Embora haja alguma calma no mercado, os riscos institucionais continuam a ser monitorados.

A ata da reunião do FOMC de julho reafirmou a necessidade de manter uma política monetária restritiva, enfatizando que o aumento dos riscos inflacionários é uma preocupação maior que a desaceleração do mercado de trabalho.

Análises indicam que se a inflação se mantiver elevada e o mercado de trabalho piorar, o Comitê consideraria estratégias que garantissem expectativas de inflação a longo prazo. Uma economista acredita que o Federal Reserve pode optar por um corte de 0,25 pontos percentuais na próxima reunião, com os próximos dados sendo cruciais para formar as expectativas sobre inflação.

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