Na semana passada, dois ativos distintos impressionaram ao atingirem máximas históricas: o Ibovespa fez uma marca de 140.109 pontos e o Bitcoin ultrapassou os US$ 111 mil, ambos estabelecendo novos recordes.
A ligação entre eles, segundo analistas, é baseada em estratégia e não apenas em euforia, com um novo suporte vindo dos Estados Unidos através de um plano fiscal proposto por Donald Trump. A proposta, conhecida como “One Big and Beautiful Bill“, foca em cortes de impostos que podem aumentar o déficit em mais de US$ 5 trilhões até 2034, gerando preocupações sobre o impacto desse desequilíbrio com as taxas de juros a longo prazo subindo.
Isso criou uma atmosfera que pressiona os ativos americanos, ao mesmo tempo que oferece oportunidades para realocação de capital global, com o Brasil se destacando entre os mercados emergentes.
Relatórios de instituições financeiras renomadas destacam o Brasil como uma opção preferencial na América Latina, substituindo o México. Apesar do desempenho otimista do Ibovespa, investidores locais ainda estão cautelosos.
Por sua vez, o Bitcoin, que superou os US$ 111 mil, mostra sinais de se tornar um ativo de portfólio em vez de uma mera especulação, em meio a uma expectativa crescente de regulamentação no setor.
Assim, entre as mudanças no cenário fiscal americano e o aumento do status institucional de ativos alternativos, a semana trouxe novos caminhos para os investidores globais, abrindo discussões sobre as futuras direções do mercado.

