Ibovespa avança 1,04% influenciado por resultados positivos de RD Saúde e Itaú enquanto dólar recua para R$ 5,46

O Ibovespa registrou um aumento de 1,04%, alcançando 134.537,62 pontos nesta quarta-feira (04), impulsionado por um intenso movimento no noticiário corporativo, com destaque para a RD Saúde, que superou as expectativas em seu resultado trimestral, além do Itaú, que apresentou um bom desempenho no segundo trimestre e indicou a possibilidade de um dividendo extra.

O volume financeiro atingiu R$ 22,15 bilhões. De acordo com o analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, a alta do Ibovespa reflete a reação positiva a esses balanços, em um dia em que houve apetite a risco no mercado externo, beneficiando os emergentes.

Nos Estados Unidos, o S&P também subiu 0,73%, com a atenção direcionada aos resultados das empresas e às perspectivas de cortes de juros em breve após dados econômicos fracos. Arthur Barbosa, da Aware Investments, comentou que a desaceleração da economia dos EUA aumentou as chances de novos cortes pelo Federal Reserve em 2025, o que poderia diminuir os riscos para investimentos em mercados como o Brasil.

No entanto, apesar de um ambiente positivo, o mercado brasileiro ainda apresenta um saldo negativo nos dados de capital externo, com uma saída líquida de R$ 433 milhões em agosto nos primeiros pregões. Uma nova rodada de resultados corporativos deve ser divulgada ainda hoje, incluindo empresas como Braskem e Eletrobras.

Na questão cambial, o dólar caiu 0,78%, sendo negociado a R$ 5,46, resultando em quatro dias consecutivos de queda, influenciado pelo cenário externo onde moedas de outros emergentes também se valorizaram.

Com expectativas crescentes sobre possíveis cortes de juros pelo Banco Central dos EUA, o presidente do Fed de Minneapolis previu que o banco precisará reagir à desaceleração econômica, apontando para reduções de juros como uma opção viável, elevando a probabilidade de um corte de 0,25 ponto em setembro para 96%.

Enquanto isso, o desempenho da bolsa brasileira tem atraído mais investimentos estrangeiros, favorecendo ainda mais a moeda local. No entanto, o mercado segue atento a possíveis novidades nas negociações com os EUA sobre a tarifa imposta, com o presidente brasileiro afirmando que não haverá espaço para diálogos diretos com o governo Trump e ressaltando a solicitação de consultas na OMC devido à tarifa de 50% imposta pelos EUA.

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