A recente Medida Provisória e o novo decreto anunciados pelo governo têm sido considerados um “incentivo perverso” para investidores, conforme aponta o analista da Empiricus Research.
Essa decisão faz parte da estratégia governamental de compensar os gastos da União através de aumentos na arrecadação, segundo análise do especialista.
A reformulação do IOF inclui a implementação de uma alíquota única de 17,5% para aplicações financeiras de pessoas físicas, além do fim da isenção para LCI, LCA e CRI em novos papéis. Essa mudança equipara a tributação de investidores estrangeiros à dos brasileiros, com as novas regras entrando em vigor em janeiro de 2026.
Spiess ressalta que essa medida desestimula investimentos de longo prazo, pois a uniformização dos impostos elimina incentivos para que investidores deixem seus investimentos amadurecerem, o que pode ser prejudicial em geral.
Outro ponto polêmico foi a revogação da isenção de IR para certos ativos de renda fixa; Spiess considera que essa tributação era inevitável, mas critica a maneira e o momento da decisão. Ele sugere que uma correção no final do ano anterior poderia ter mitigado os impactos atuais.
A medida também pode impactar o desempenho positivo do mercado, que vinha se recuperando, especialmente em relação a ativos de risco. Embora a entrada de investidores estrangeiros possa continuar, as novas restrições podem criar obstáculos.

